Uma infeliz postagem realizada pela Nintendo France revoltou muitos jogadores no último dia 3, principalmente as mulheres. Com o objetivo de promover o lançamento de Metroid Dread, um post no Twitter com conotação de piada foi tomada como infeliz, machista e de péssimo gosto:
Tomada como brincadeira e retuitada por muitos, as queixas foram maiores e a postagem foi apagada.
Isso também reacendeu uma longa e injusta discussão sobre as personagens femininas da Nintendo, sempre apontada como uma empresa machista. Os principais argumentos são os apuros da princesa Peach e o suposto sexualismo em torno de Samus.
Vale lembrar que os jogos de videogame se tornaram um enorme sucesso por volta dos anos 80, numa época de fato machista, mas que a imagem não apenas da Nintendo era machista, mas de qualquer empresa, dos jogos aos filmes, livros, animações e todo o mais.
No primeiro game da série, a heroína revela o seu corpo, apenas com uma espécie de “biquíni espacial” ao jogador que concluir o game rapidamente, como recompensa e também para mostrar sua identidade (além de ser uma referência a Ripley, da franquia Alien), pois ninguém sabia que tratava-se de uma mulher, mas, não só o seu bodysuit sofreu várias mudanças desde então, como a personagem se consagrou como uma das protagonistas femininas mais fortes dos games, longe da sexualização, tanto que até hoje o estilo andrógeno de sua armadura ainda confunde leigos, a confundindo com um robô.
Não apenas ela, mas todas as personagens femininas da Big N cresceram e são bem representadas hoje, mesmo Peach, que ainda possui seus traços de princesa em apuros como parte de sua personalidade, mas não apenas protagonizou um game solo como está presente de forma importante em vários outros, além de Zelda, da “adotada” Bayonetta, um exemplo absurdo de como uma personagem pode ser absurdamente sensual e provocante, sem necessitar cair no fan service, até talvez o maior exemplo, Fire Emblem, que não só reúne mulheres fortes e longe de serem sexualizadas, como Lucina, de Fire Emblem Awekening, como é a franquia com o maior número de personagens LGBTQI+ da empresa.
Descrição
“A história de Samus continua após os eventos do jogo Metroid Fusion, quando ela aterrissa no planeta ZDR para investigar transmissões misteriosas enviadas à federação galáctica. Esse planeta remoto foi tomado por perversas criaturas alienígenas e horripilantes ameaças mecânicas. Samus está mais ágil e hábil do que nunca, mas será que ela consegue superar a ameaça inumana que acomete as profundezas de ZDR?”.
Metroid Dread é exclusivo do Nintendo Switch e chega no console em 8 de outubro.
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